quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A MESMA MARTHA DE SEMPRE...

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

sábado, 26 de setembro de 2009

LIÇÃO APRENDIDA:

"DEPENDER DOS OUTROS É UMA
MERDA!"

Hoje aprendi uma coisa que há tempos percebi (?), depender dos outros é uma merda. Não precisa ser só fisicamente, não - o que também é uma merda - mas psicologicamente, emocionalmente, financeiramente e etc. é uma verdadeira droga.
Acontece que sempre fui muito independente do mundo, menos da minha mãe que me sustenta, mas tirando o financeiro, sempre fui e tive orgulho disso durante muito tempo. Quando colocaram em dúvida a minha auto-suficiência pensei que seria uma boa tentar ser menos assim. Não sei... foram dias tristes em que me senti meio vazia e cheia de dúvidas. Bem deprê, mesmo, Maria do Bairro. Só faltou "all by myself".
Eis a grande questão: quando o alguém de quem dependemos, falta, a gente se fode. Se escabela, parece que todas as nossas convicções perdem o sentido e a gente se sente verdadeiramente impotente. Claro, não sei ficar sozinha, não ganho dinheiro por minha conta, não consigo desabafar pro ar, não sei respeitar o tempo do outro.
Como sempre digo nas reuniões do ART!, posso falar? A real mesmo é que temos que gostar das pessoas de graça, do jeito que elas são e dar tudo o que podemos da gente, pra cultivar mesmo a alegria de ter aquele alguém do lado. Dar mais do que realmente podemos é fria. Nos sentimos cobrados, a relação com o outro fica como uma bigorna do desenho do papa-léguas. Se o outro não pode nos oferecer o que queremos ou aprendemos a nos virar sem aquilo que esperamos ou dá o teu tchau amigo, e vai embora. Claro que conversas são bem vindas e depende muito do outro perceber o que prejudica ou não a si mesmo. Mas geralmente, respeitar o espaço é o melhor.
Aquela pessoa, seja o que ela representar na sua vida, nunca vai faltar se pensarmos na sua atenção ou ofertas como presentes. Ninguém deve nada pra ninguém, pelo contrário, temos que doar com gosto. Assim sim, tudo fica leve como a pluma do rabo do papa-léguas. Certo é quem diz que estamos na vida pra somar. Somar com o outro, ser a mais na vida de alguém, querer ser um presente pra quem te tem.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

TUDO QUE EU QUERIA TE DIZER...

Existe aquela velha teoria que diz, mulher diz "sim" desejando que o ouvinte entenda "não" e vice-versa. Se todas as mulheres do mundo fossem assim sempre, o mundo seria só desentendimentos e nós seriamos muito burras. Digo, burras, porque seria muita falta de personalidade e lógicamente uma vida frustrada seria o caminho mais coerente.
Mas, em alguns momentos falamos a nossa própria língua. Não se exclua, pense um pouco, em determinadas situações dizemos sim, querendo um não. Ou o contrário.

"Então me diga
que você ainda gosta de
mim porque de você eu
gosto
e isso não deve ser
assim,
tão ruim!"

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

E JÁ FAZ TEMPO.

Tô sem saco e já faz tempo. Tudo irrita, tudo incomoda tudo pinica, tudo enche...
Parecer meio velha ranzinza na nossa idade é bem aceitável, por vezes. E não é incomum. Nossa vida é rápida, trem bala, sempre no ponto de partida. E aquela velha vontade de abraçar e cruzar o mundo faz parte da nossa bagagem. Notamos que o tempo é pouco, que o dinheiro é pouco ou até mesmo que o mundo é pouco.
Tenho achado tudo muito pouco, pouquinho. E quem faz de tudo pouco são as pessoas, é a gente. O mal do século pode ser o querer mais e achar o conformismo cafona. Esse mesmo conformismo que me dá preguiça. Posso falar? Acho que as pessoas deveriam sim ser mais exigentes com elas mesmas. Querer ser mais pra si e pra quem aguenta.
E digo mais, ser melhor requer muita classe. É preciso ter classe pra tentar algo sem forçar a barra de ninguém. E termos abusivos como amizade, sinceridade e afetuosidade são importantes mas quem não é nada disso ainda, não serve (e não é exigido tempo integral, ou seja, não precisamos ser sempre amigáveis como gatos). Portanto, adjetivos como esses não entram.

Dinâmico. Espontâneo. Ambicioso. Criativo. Cordial. Gentil. Sutil. Genial. Surpreendente. Carismático. Receptivo. Coerente. Justo. Disposto. Natural. Agradável. Incomum. Despojado. Seguro. Irreverente. Único.

Atreva-se.

sábado, 8 de agosto de 2009

SÍNDROME DE PETER PAN

Um dia a gente cresce e pronto. Ninguém sabe, ninguém viu. Simplesmente, paramos no meio da fila do banco com responsabilidades e [boom!], reparamos como nossa vida mudou. Não é mais a conta da mãe que pagamos, e sim as nossas.
Sempre pensei, como é bárbaro vivermos cada fase da vida intensamente. Uma amiga minha diz que "hoje é uma namorada feliz porque aproveitou muitos bailes de carnaval". É, é por ai. Quando se é criança, brincar de elefante colorido na rua... de pé no chão! Quando se é pré-adolescente, ficar horas no telefone com a amiga. Quando se é adolescente, viver amores e desamores. Quando se é adulto, assumir a vida como uma bola equilibrada na ponta do dedo indicador. Não é fácil mas é preciso evoluir. Um dia a bola para 60 segundos... e cai. Normal.
Busco todo o dia a maturidade, não porque me acho velha e quero deixar de me divertir. Ser adulto não significa dizer não às risadas. Busco porque sei que é disso que vou precisar pra enfrentar o mundo daqui pra frente. Nada pára pra nos ver crescer. E a gente? A gente tá sempre querendo mais e o novo.
Aí, vejo pessoas mil com a vontade de encarar as coisas como criança novamente. Deixando de pensar na vida como um problema de matemática, daqueles que precisamos quebrar a cabeça pra resolver. Pensando na vida como uma folha cheia de rabiscos, querendo ser alfabetizado mais uma vez.
O que é isso, além de síndrome de Peter Pan? Infância mal-resolvida, mal-vivida, ao acaso? Gente que não só não viveu a infância como também não soube o que é juventude? Ou que soube tarde e não se conforma? Ou que soube tarde e não quer mais largar? Gente que não sabe qual é a hora de partir... larga disso, vambora! Tem um mundo com cheirinho de independência novinho, saindo do forno...

sábado, 4 de julho de 2009

SOBRE HEMATOMAS

Dormir, é deixar de viver por horas - o que é uma coisa muito louca - e fascinantemente necessária. Além disso, acordar é algo institivo e mais que simplesmente ativar o organismo é despertar pra vida again. Entre tudo isso, há o sonho, que virou sinônimo dos desejos mais insanos e profundos de alguém. E há o pesadelo... foi ele que, ontem, me fez acordar com a nítida sensação de uma noite sofrida. Chorei sem fim e sem molhar o rosto. Literalmente. Tudo isso defino como mágico.
Tenho pessoas queridas distantes de mim, que além de amigas, são meus apoios. Experimentei o fim que seria não ter uma delas na minha vida de agora em diante. Nunca saber o que alguém representa no teu mundo é uma coisa... outra é saber e depois perder. Foi um pesadelo legítimo. Nele eu miacabava em lágrima e tristeza. Ao despertar, a sensação de alívio. Mas não a que estamos acostumados a viver com pesadelos comuns de bichos estranhos e sim um alívio de ter sofrido e vencido.
Cair, é desabar ao chão depois do desequilíbrio ou do tropeço. Além disso, é sinônimo de estar em uma fase difícil na vida. Entre o alto e a queda há o tempo suspenso... dois ou três segundos em que nada mais acontece além de irmos ao chão sem poder fazer nada. Depois, levantar é um triunfo, pois nem sempre é possível. Hoje eu cai, levantei e cai novamente. E que mal há nisso?
Passei por uma fase difícil, rezei e pedi muito a Deus para que me desse sabedoria pra fazer as coisas da melhor forma possível. Busquei ajuda sozinha, não porque quis. E depois de conseguir uma mão para me apoiar e levantar, experimentei a queda mais uma vez. Sequencialmente. O poder de uma palavra... o que chega aos meus ouvidos de uma forma, chega aos teus de outra.
Nem dormir, nem cair. Na minha vida em si, na prática, nada mudou durante esses dias. Continuo tendo a minha família que amo, meu namorado, minha faculdade, minhas amizades... tudo isso em perfeita ordem. E naquilo que chamamos de alma, interior e afins... socos. De tudo isso o mais claro foi me sentir exausta. Foram como pancadas, que um dia curam. Afinal, para tudo há remédio e ninguém morre por não viver e sim, obviamente, porque está vivo - sujeito a tudo isso.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

BONITO É SER COERENTE

A verdade é que qualquer um está sujeito a erros, mas a gente sabe o que é "ser" e o que é "fazer". Nascemos com uma essência, temos um caráter, formamos uma personalidade. Cada um é cada um e não tem jeito, eis o bacana da vida. Sendo assim, o meu conceito pode ser diferente do teu que é diferente do colega do lado. A troca de experiências é válida e a opinião é mais que importante: é necessária.
As vezes falamos muito e somos muito. Até que um dia... ops! Escorregamos. Erramos em algo que não podiamos falhar. Porque não? Não somos humanos? Somos, mas queremos ir além. Queremos ser coerentes.
A partir do momento em que expressamos o que somos em falas com o parceiro de buteco, aula ou café, selamos um compromisso com o outro e com nós mesmos. Se eu digo que gosto de algo e no outro dia nego com cara de nojo... tsc, tsc, tsc... que feio.
Peraí... minha intenção não é ser confusa. Entenda-me. Nós somos algo, pensamos algo sobre as coisas e expressamos isso. Não adianta falar e fazer o contrário. Errar é um caso a parte, todos nós erramos e isso não quer dizer que somos contraditórios ao fazer algo que já expressamos o quão terrivel achamos fazê-lo. Contraditório é o erro se repetir, e repetir e repetir mais uma vez.
A gente percebe quando somos coerentes ou não. O sinal de alerta é a culpa. As pessoas são realmente impressionantes. Culpar-se por não ter sido coerente em tal caso mostra como o somos. É tudo uma questão de dar nome aos bois. Minha gente, "não fui coerente" é uma coisa, "não sou coerente" é outra. "Não fui coerente" é erro e é culpa. "Não sou coerente" é viver de desculpas e de máscaras.